domingo, 19 de outubro de 2014

Relatório Parcial de Estágio

1.             INTRODUÇÃO

A Igreja Presbiteriana Renovada situada na cidade de Porangatu, Goiás, foi escolhida este semestre para o desenvolvimento do estágio Supervisionado em Música obrigatório pelo curso de licenciatura em música pela Universidade de Brasília. A igreja possui sua localização centralizada, de pequeno porte e com 80 membros, possui uma equipe de louvor contemplado adolescentes e adultos.
Através de uma observação no local de atuação foi constatado que a equipe possui como integrantes de louvor pessoas que se dispuseram a ajudar na obra e não possuem qualificação profissional, são membros que tiveram algumas instruções para o canto, e para instrumentos musicais, geralmente o repertório utilizado são os hinos da harpa cristã e alguns hinos de cantores do meio Gospel como grupo de Louvor Diante do Trono, Fernandinho, Aline Barros, dentre outros.
Com intuito de auxiliar no aprendizado musical para os integrantes desta equipe de louvor, será realizado um projeto contemplando atividades que proporcionem a expressão rítmica, através do estudo do ritmo, percussão corporal e ainda atividades específicas para auxiliar no desenvolvimento do canto aproveitando a Harpa Cristã e os hinos mais cantados durantes os cultos.

2.             OBJETIVO:
Desenvolver a capacidade de compreensão e expressão das diversas manifestações musicais através de uma vivência musical criativa envolvendo apreciação, composição, percussão corporal, e performance vocal.

3.             METODOLOGIA

A proposta metodológica deste projeto é trabalhar com canto, percussão corporal, utilizando os sons produzidos pela boca, tronco, mãos e pés, ainda exercícios de voz e hinos compostos na Harpa Cristã.
É a partir dos sons corporais que  o aluno pode desenvolver  um conhecimento musical satisfatório e Segundo Paiva (2007), a relação entre corpo-movimento-som está presente nas atividades musicais dos seres humanos “desde os tempos mais remotos”, acompanhando os rituais religiosos, as danças, festejos populares.
Desse modo, a proposta metodológica neste trabalho é introduzir desde os primeiros passos com elementos como: experimentação, improvisação livre e estruturada, criatividade, composição, percepção auditiva através da apreciação musical, corporalidade, percussão corporal, performance em grupo e o canto.

4.             RELATÓRIO DAS AULAS

A coleção de aulas “MÚSICA - percussão corporal”  introduzidas nestas primeiras aulas, visa a levar para o grupo da Igreja Presbiteriana de Porangatu, Goiás, um trabalho em que o corpo se transforma em instrumento musical. Utilizando diferentes tipos de palmas, pés, estalos, pisadas, e batidas no tronco e na boca, é possível conseguir uma variedade de sons percussivos que pode servir para fazer música. Ao envolver todo o corpo do executante nas peças criadas - mãos, pés, boca, tronco, etc - podemos alcançar resultados musicais variados e interessantes.
Para aprofundar os temas desenvolvidos nas aulas, foi  explorado uma  pesquisa sonora e a capacidade técnica dos alunos, separando a percussão corporal em partes: mãos, boca, pés e tronco. No Brasil, o grupo Barbatuques se destaca pelo uso do corpo como instrumento musical e foi um recurso complementar para expor as atividades sonoras desenvolvidas pelo grupo.
A vantagem desse tipo de atividade foi a fácil elaboração, mostrando um caminho possível para a educação musical, não necessitando de muitos recursos e materiais de apoio.

5.             DESCRIÇÃO DAS AULAS

A Educação Musical desperta no aluno o interesse para o uso dos sons musicais, habilidades para fazer e criar música, levando-os a sentir a musica e se expressar por meio dela. E, também desperta o desejo de apreciar e consumir musica, participando assim de grupos de mesmo interesse musical, participa no processo de desenvolvimento da formação e da personalidade dos alunos, desenvolve e enriquece a inteligência e proporciona a formação e da sensibilidade musical, através da ampliação do universo cultural dos alunos, desenvolvendo lhes o intelecto, habilidades físicas e sensório-motoras sendo ainda, possível notar a capacidade que a música pode desempenhar nos alunos tanto no aprimoramento de apreciação, composição como também a inteligência para ouvir, discernir e interpretar.
Dentro de um estilo e, conforme analisamos seu tipo de técnica e nível de complexidade, conseguimos até identificar diálogos com o respectivo contexto cultural.
Em alguns casos, surgiram expressões complementares e relacionadas com a percussão corporal, como “música corporal”, “dança percussiva”, “música orgânica”, “dança vocal” e outras, referindo-se a este universo, onde os sons do corpo servem como recurso musical, cênico e artístico. O mais importante talvez não seja a preocupação com a delimitação destas linguagens, mas sim com atenção na riqueza de cada experiência artística. Baseado nestas considerações as aulas possuíram propostas buscando trabalhar a questão rítmica, tempo musical e a improvisação através da percussão corporal, envolvendo boca, estalados, palmas, pés e tronco. Buscando ainda explorar estes recursos nas músicas mais cantadas na Igreja Presbiteriana pelo o Grupo de Louvor.

6.             ATUAÇÃO

Dentro da proposta de percussão corporal, foi explorado as questões teórico-práticas para que o aluno pudesse compreender a proposta das aulas. Os vídeos de percussão corporal foram importantes para visualizar o trabalho final das canções com os sons do próprio corpo.
Foi desenvolvido atividades de exploração sonora com mãos, pés e troncos divididos nos módulos de aulas semanais. Essa divisão foi necessária, pois cada etapa possuía exploração dos sons com atividades de fixação, criação e improvisação, todas desenvolvidas individual e coletivamente. E ao final da exploração, das atividades de criação, um hino do hinário da Igreja era cantado explorando as atividades rítmicas da percussão corporal estudada na aula.

7.             DESENVOLVIMENTO DO PLANEJAMENTO

O desenvolvimento das aulas ocorreu exatamente conforme o planejamento. As atividades teorico-práticas foram realizadas simultaneamente, onde o professor explicava e demonstrava a execução do que era proposto na aula. E quanto às atividades o grupo correspondia, ora com dificuldades ora com facilidade. Neste sentido, minhas intervenções se concentrava nas dificuldades para solucionar, explicar e aprimorar o entendimento e compreensão do aluno sobre a proposta musical estudada.

8.             PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS

Acredito que tive uma boa participação dos alunos, percebi que o desafio  impulsionou o desenvolvimento das atividades, principalmente as atividades em grupo. Contudo, a participação foi significativa, estavam motivados. Alguns demonstraram muita dificuldade no início de apenas acompanhar o hino com as palmas, mas isso foi trabalhado, explicado e no final deste primeiro módulo de aulas conseguiram desenvolver bem todas as atividades propostas, a cada aula foram demonstrando aprimoramento e melhorando as habilidades musicais.

9.             AVALIAÇÃO

A Avaliação ocorreu com a compreensão das atividades, com a participação em grupo e claro com o entendimento e a percepção do som, tempo musical bem como a exploração do ritmo e das atividades de percussão corporal.


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