1.
INTRODUÇÃO
A
Igreja Presbiteriana Renovada situada na cidade de Porangatu, Goiás, foi
escolhida este semestre para o desenvolvimento do estágio Supervisionado em
Música obrigatório pelo curso de licenciatura em música pela Universidade de
Brasília. A igreja possui sua localização centralizada, de pequeno porte e com
80 membros, possui uma equipe de louvor contemplado adolescentes e adultos.
Através
de uma observação no local de atuação foi constatado que a equipe possui como
integrantes de louvor pessoas que se dispuseram a ajudar na obra e não possuem
qualificação profissional, são membros que tiveram algumas instruções para o
canto, e para instrumentos musicais, geralmente o repertório utilizado são os
hinos da harpa cristã e alguns hinos de cantores do meio Gospel como grupo de
Louvor Diante do Trono, Fernandinho, Aline Barros, dentre outros.
Com
intuito de auxiliar no aprendizado musical para os integrantes desta equipe de
louvor, será realizado um projeto contemplando atividades que proporcionem a
expressão rítmica, através do estudo do ritmo, percussão corporal e ainda
atividades específicas para auxiliar no desenvolvimento do canto aproveitando a
Harpa Cristã e os hinos mais cantados durantes os cultos.
2.
OBJETIVO:
Desenvolver a capacidade de compreensão e expressão das
diversas manifestações musicais através de uma vivência musical criativa
envolvendo apreciação, composição, percussão corporal, e performance vocal.
3.
METODOLOGIA
A
proposta metodológica deste projeto é trabalhar com canto, percussão corporal,
utilizando os sons produzidos pela boca, tronco, mãos e pés, ainda exercícios
de voz e hinos compostos na Harpa Cristã.
É
a partir dos sons corporais que o aluno
pode desenvolver um conhecimento musical
satisfatório e Segundo Paiva (2007), a relação entre corpo-movimento-som está
presente nas atividades musicais dos seres humanos “desde os tempos mais
remotos”, acompanhando os rituais religiosos, as danças, festejos populares.
Desse
modo, a proposta metodológica neste trabalho é introduzir desde os primeiros
passos com elementos como: experimentação, improvisação livre e estruturada,
criatividade, composição, percepção auditiva através da apreciação musical,
corporalidade, percussão corporal, performance em grupo e o canto.
4.
RELATÓRIO DAS
AULAS
A
coleção de aulas “MÚSICA - percussão corporal”
introduzidas nestas primeiras aulas, visa a levar para o grupo da Igreja
Presbiteriana de Porangatu, Goiás, um trabalho em que o corpo se transforma em
instrumento musical. Utilizando diferentes tipos de palmas, pés, estalos,
pisadas, e batidas no tronco e na boca, é possível conseguir uma variedade de
sons percussivos que pode servir para fazer música. Ao envolver todo o corpo do
executante nas peças criadas - mãos, pés, boca, tronco, etc - podemos alcançar
resultados musicais variados e interessantes.
Para
aprofundar os temas desenvolvidos nas aulas, foi explorado uma
pesquisa sonora e a capacidade técnica dos alunos, separando a percussão
corporal em partes: mãos, boca, pés e tronco. No Brasil, o grupo Barbatuques se
destaca pelo uso do corpo como instrumento musical e foi um recurso
complementar para expor as atividades sonoras desenvolvidas pelo grupo.
A
vantagem desse tipo de atividade foi a fácil elaboração, mostrando um caminho
possível para a educação musical, não necessitando de muitos recursos e
materiais de apoio.
5.
DESCRIÇÃO
DAS AULAS
A Educação Musical desperta no aluno
o interesse para o uso dos sons musicais, habilidades para fazer e criar
música, levando-os a sentir a musica e se expressar por meio dela. E, também
desperta o desejo de apreciar e consumir musica, participando assim de grupos
de mesmo interesse musical, participa no processo de desenvolvimento da
formação e da personalidade dos alunos, desenvolve e enriquece a inteligência e
proporciona a formação e da sensibilidade musical, através da ampliação do
universo cultural dos alunos, desenvolvendo lhes o intelecto, habilidades
físicas e sensório-motoras sendo ainda, possível notar a capacidade que a
música pode desempenhar nos alunos tanto no aprimoramento de apreciação,
composição como também a inteligência para ouvir, discernir e interpretar.
Dentro de um estilo
e, conforme analisamos seu tipo de técnica e nível de complexidade, conseguimos
até identificar diálogos com o respectivo contexto cultural.
Em alguns casos,
surgiram expressões complementares e relacionadas com a percussão corporal,
como “música corporal”, “dança percussiva”, “música orgânica”, “dança vocal” e
outras, referindo-se a este universo, onde os sons do corpo servem como recurso
musical, cênico e artístico. O mais importante talvez não seja a preocupação
com a delimitação destas linguagens, mas sim com atenção na riqueza de cada
experiência artística. Baseado nestas considerações as aulas possuíram
propostas buscando trabalhar a questão rítmica, tempo musical e a improvisação
através da percussão corporal, envolvendo boca, estalados, palmas, pés e
tronco. Buscando ainda explorar estes recursos nas músicas mais cantadas na
Igreja Presbiteriana pelo o Grupo de Louvor.
6.
ATUAÇÃO
Dentro da proposta de percussão
corporal, foi explorado as questões teórico-práticas para que o aluno pudesse
compreender a proposta das aulas. Os vídeos de percussão corporal foram
importantes para visualizar o trabalho final das canções com os sons do próprio
corpo.
Foi desenvolvido atividades de
exploração sonora com mãos, pés e troncos divididos nos módulos de aulas
semanais. Essa divisão foi necessária, pois cada etapa possuía exploração dos
sons com atividades de fixação, criação e improvisação, todas desenvolvidas
individual e coletivamente. E ao final da exploração, das atividades de criação,
um hino do hinário da Igreja era cantado explorando as atividades rítmicas da
percussão corporal estudada na aula.
7.
DESENVOLVIMENTO
DO PLANEJAMENTO
O desenvolvimento das aulas ocorreu
exatamente conforme o planejamento. As atividades teorico-práticas foram
realizadas simultaneamente, onde o professor explicava e demonstrava a execução
do que era proposto na aula. E quanto às atividades o grupo correspondia, ora
com dificuldades ora com facilidade. Neste sentido, minhas intervenções se
concentrava nas dificuldades para solucionar, explicar e aprimorar o
entendimento e compreensão do aluno sobre a proposta musical estudada.
8.
PARTICIPAÇÃO
DOS ALUNOS
Acredito que tive uma boa participação dos alunos,
percebi que o desafio impulsionou o
desenvolvimento das atividades, principalmente as atividades em grupo. Contudo,
a participação foi significativa, estavam motivados. Alguns demonstraram muita
dificuldade no início de apenas acompanhar o hino com as palmas, mas isso foi
trabalhado, explicado e no final deste primeiro módulo de aulas conseguiram
desenvolver bem todas as atividades propostas, a cada aula foram demonstrando
aprimoramento e melhorando as habilidades musicais.
9.
AVALIAÇÃO
A Avaliação ocorreu com a compreensão das
atividades, com a participação em grupo e claro com o entendimento e a
percepção do som, tempo musical bem como a exploração do ritmo e das atividades
de percussão corporal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário