domingo, 16 de novembro de 2014

Recital Final


Olá a todos!
Essa semana encerramos as aulas de música na Igreja Presbiteriana com o desenvolvimento do recital final. A apresentação das canções que estávamos estudando todo esse tempo de projeto.


É válido mencionar que o canto, apreciação e percepção musical bem como exercícios respiratórios e de aquecimento vocal proporcionaram no recital final uma melhora no desempenho vocal, técnica de respiração, afinação e andamento musical. Neste sentido, diversos trabalhos da área de educação musical têm mostrado que o canto é um
recurso presente não só nas aulas de música, mas em várias práticas e situações presentes
na escola (SOUZA et al., 2002; FUCKS, 1993; FUCCI-AMATO, 2012).
O incentivo a prática em conjunto foi uma das propostas mais abordadas neste projeto, já que foi realizado em um grupo de música que atua na igreja ( Grupo de Louvor). Através do canto conjunto que, na prática, a música mostrava-se importante como disciplina. No século XIX, a prevalência da música europeia no país era também observada nas escolas e que, com o surgimento do movimento nacionalista ela passou, gradativamente, a ser substituída por músicas patrióticas e que o canto foi uma forte ferramenta para tal mudança, mesmo não sendo trabalhado com os cuidados específicos. (FERNANDES, 2009).
A partir deste reconhecimento de benefícios do estudo musical utilizando o canto e práticas em conjunto, é possível relacionar aos benefícios cognitivos, Ferreira (2007) expõe sobre o desempenho e domínio da voz na emissão sonora, no que diz respeito ao seu uso correto, saudável, estético e musical, seja na voz falada ou cantada, envolvendo aspectos técnicos, expressivos e cognitivos.
Neste sentido, a proposta com o Grupo de louvor, da igreja Presbiteriana, fundou-se no desenvolvimento de aulas que trabalhassem o canto, a prática em conjunto, melhorando carências de técnica vocal, afinação e respiração. Os hinos do Hinário foram trabalhados durantes as aulas, em partes até que concluísse a afinação, ritmo e prática em conjunto. “E essa semana, conseguimos apresentar na proposta do recital as duas músicas sendo “Eu Naveguarei” e “ Deus enviou seu Filho Amado”.  Os objetivos alcançados foram:
·         Melhoria da técnica vocal
·         Melhoria no ritmo e andamento da canção
·         Melhoria na respiração
·         Melhoria na expressão
·         Melhoria na timidez

Referências Bibliográficas:
FERNANDES, Iveta M. B. Música na Escola: desafios e perspectivas na formação
contínua de educadores da rede pública. Tese de Doutorado. Programa de pós-graduação em educação. Área de Concentração : didática, teorias e ensino e práticas escolares. Faculdade de ducação de São Paulo. São Paulo, 2009. > Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-08122009->.

SOUZA, Jusamara. “Política na prática da Educação Musical nos Anos Trinta”. In Revista Em Pauta, v. 3, nº 4, dez 1991, p.17-32.

FUCCI AMATO, Rita de Cassia. Escola e Educação Musical: (Des)caminhos históricos e horizontes. São Paulo: Papirus, 2012.


FUCKS, Rosa. “Transitoriedade e permanência na prática musical escolar.” in Fundamentos da Educação Musical 1, Porto Alegre, 1993, p.134-156.

Aula de Canto: Proposta de Arranjo Musical

Olá a todos!

            A segunda semana do mês de novembro, continuei com meu trabalho no Grupo de Louvor da Igreja Presbiteriana. Nas últimas semanas trabalhamos os exercícios respiratórios, e aquecimentos vocais, também desenvolvemos atividades que facilitasse a percepção musical, apreciação, métrica, ritmo, andamento musical. 
          Nesta segunda semana entramos na parte de arranjo e composição musical. Neste sentido, as músicas que estávamos estudando, as músicas do hinário da Igreja, já estavam bem desenvolvidas na questão rítmica, afinação e respiração, então a proposta foi colocar arranjo musical, utilizando a voz como instrumento musical. O refrão da canção foi explorado e o grupo pensou numa proposta de arranjo vocal dentro do andamento da música, atentando-se para afinação. As músicas trabalhadas foram "  Deus enviou seu filho amado" " Eu navegarei".
           O resultado foi, que alguns ficaram muito intimidados, outros exploraram suas possibilidades e logo, que começamos a cantar, começaram a surgir as composições, os alunos foram se soltando mais, envolvendo com a canção e conseguiram desenvolver a atividade.


domingo, 2 de novembro de 2014

Aula de Música - Igreja Presbiteriana Renovada

Olá a todos!

Hoje quero postar um vídeo que corresponde com algumas das atividades que estou desenvolvendo com o grupo de louvor da Igreja Presbiteriana de Porangatu, Goiás.

Este grupo possui muitas dificuldades ainda com afinação, por isso, tenho procurado trabalhar exercícios que auxiliem na afinação, na apreciação e percepção musical através de exercícios de escalas para memorização das notas musicais. Além disso, exercícios de alongamento dos músculos acessórios que auxiliam no canto estão sendo explorados, juntamente com aquecimento vocal. Esta semana, começamos com exercícios de resistência vocal, utilizando a técnica e exercícios para trabalhar a voz de peito e voz de cabeça. 
As aulas possuem uma metodologia teórico-prática com explicação do professor com exemplos práticos. 
Além disso, os exercícios propostos auxiliam na canção que estamos trabalhando para a apresentação final. 
Os exercícios que trabalharam a voz de peito, por exemplo, utilizaram as vogais A, E, I, O, U  e auxílio do piano para cantar as notas dentro da escala correspondente. Logo, o mesmo exercício foi proposto, só que utilizando a voz de cabeça. Neste sentido, os exercícios estão sendo um apoio nesta prática de estágio, pois tem auxiliado a equipe a trabalhar pontos necessários à prática de canto, prevenindo qualquer risco de complicação das cordas vocais, além de auxiliar na afinação e técnica de respiração.

Segue o Link para visualização desta aula:




domingo, 19 de outubro de 2014

Reflexão sobre Professores Licenciados em Música

 O vídeo abaixo é uma discussão, proposta pelo fórum de atividades da semana 10 sobre  "A formação inicial de professores de música sob a perspectiva dos licenciandos: o espaço escolar (Cristina Cereser, 2004)". E minhas considerações sobre as práticas musicais desenvolvidas na escola, opiniões e sugestões.

Texto disponível
em: http://www.abemeducacaomusical.com.br/revista_abem/ed11/revista11_artigo3.pdf

Relatório Parcial de Estágio

1.             INTRODUÇÃO

A Igreja Presbiteriana Renovada situada na cidade de Porangatu, Goiás, foi escolhida este semestre para o desenvolvimento do estágio Supervisionado em Música obrigatório pelo curso de licenciatura em música pela Universidade de Brasília. A igreja possui sua localização centralizada, de pequeno porte e com 80 membros, possui uma equipe de louvor contemplado adolescentes e adultos.
Através de uma observação no local de atuação foi constatado que a equipe possui como integrantes de louvor pessoas que se dispuseram a ajudar na obra e não possuem qualificação profissional, são membros que tiveram algumas instruções para o canto, e para instrumentos musicais, geralmente o repertório utilizado são os hinos da harpa cristã e alguns hinos de cantores do meio Gospel como grupo de Louvor Diante do Trono, Fernandinho, Aline Barros, dentre outros.
Com intuito de auxiliar no aprendizado musical para os integrantes desta equipe de louvor, será realizado um projeto contemplando atividades que proporcionem a expressão rítmica, através do estudo do ritmo, percussão corporal e ainda atividades específicas para auxiliar no desenvolvimento do canto aproveitando a Harpa Cristã e os hinos mais cantados durantes os cultos.

2.             OBJETIVO:
Desenvolver a capacidade de compreensão e expressão das diversas manifestações musicais através de uma vivência musical criativa envolvendo apreciação, composição, percussão corporal, e performance vocal.

3.             METODOLOGIA

A proposta metodológica deste projeto é trabalhar com canto, percussão corporal, utilizando os sons produzidos pela boca, tronco, mãos e pés, ainda exercícios de voz e hinos compostos na Harpa Cristã.
É a partir dos sons corporais que  o aluno pode desenvolver  um conhecimento musical satisfatório e Segundo Paiva (2007), a relação entre corpo-movimento-som está presente nas atividades musicais dos seres humanos “desde os tempos mais remotos”, acompanhando os rituais religiosos, as danças, festejos populares.
Desse modo, a proposta metodológica neste trabalho é introduzir desde os primeiros passos com elementos como: experimentação, improvisação livre e estruturada, criatividade, composição, percepção auditiva através da apreciação musical, corporalidade, percussão corporal, performance em grupo e o canto.

4.             RELATÓRIO DAS AULAS

A coleção de aulas “MÚSICA - percussão corporal”  introduzidas nestas primeiras aulas, visa a levar para o grupo da Igreja Presbiteriana de Porangatu, Goiás, um trabalho em que o corpo se transforma em instrumento musical. Utilizando diferentes tipos de palmas, pés, estalos, pisadas, e batidas no tronco e na boca, é possível conseguir uma variedade de sons percussivos que pode servir para fazer música. Ao envolver todo o corpo do executante nas peças criadas - mãos, pés, boca, tronco, etc - podemos alcançar resultados musicais variados e interessantes.
Para aprofundar os temas desenvolvidos nas aulas, foi  explorado uma  pesquisa sonora e a capacidade técnica dos alunos, separando a percussão corporal em partes: mãos, boca, pés e tronco. No Brasil, o grupo Barbatuques se destaca pelo uso do corpo como instrumento musical e foi um recurso complementar para expor as atividades sonoras desenvolvidas pelo grupo.
A vantagem desse tipo de atividade foi a fácil elaboração, mostrando um caminho possível para a educação musical, não necessitando de muitos recursos e materiais de apoio.

5.             DESCRIÇÃO DAS AULAS

A Educação Musical desperta no aluno o interesse para o uso dos sons musicais, habilidades para fazer e criar música, levando-os a sentir a musica e se expressar por meio dela. E, também desperta o desejo de apreciar e consumir musica, participando assim de grupos de mesmo interesse musical, participa no processo de desenvolvimento da formação e da personalidade dos alunos, desenvolve e enriquece a inteligência e proporciona a formação e da sensibilidade musical, através da ampliação do universo cultural dos alunos, desenvolvendo lhes o intelecto, habilidades físicas e sensório-motoras sendo ainda, possível notar a capacidade que a música pode desempenhar nos alunos tanto no aprimoramento de apreciação, composição como também a inteligência para ouvir, discernir e interpretar.
Dentro de um estilo e, conforme analisamos seu tipo de técnica e nível de complexidade, conseguimos até identificar diálogos com o respectivo contexto cultural.
Em alguns casos, surgiram expressões complementares e relacionadas com a percussão corporal, como “música corporal”, “dança percussiva”, “música orgânica”, “dança vocal” e outras, referindo-se a este universo, onde os sons do corpo servem como recurso musical, cênico e artístico. O mais importante talvez não seja a preocupação com a delimitação destas linguagens, mas sim com atenção na riqueza de cada experiência artística. Baseado nestas considerações as aulas possuíram propostas buscando trabalhar a questão rítmica, tempo musical e a improvisação através da percussão corporal, envolvendo boca, estalados, palmas, pés e tronco. Buscando ainda explorar estes recursos nas músicas mais cantadas na Igreja Presbiteriana pelo o Grupo de Louvor.

6.             ATUAÇÃO

Dentro da proposta de percussão corporal, foi explorado as questões teórico-práticas para que o aluno pudesse compreender a proposta das aulas. Os vídeos de percussão corporal foram importantes para visualizar o trabalho final das canções com os sons do próprio corpo.
Foi desenvolvido atividades de exploração sonora com mãos, pés e troncos divididos nos módulos de aulas semanais. Essa divisão foi necessária, pois cada etapa possuía exploração dos sons com atividades de fixação, criação e improvisação, todas desenvolvidas individual e coletivamente. E ao final da exploração, das atividades de criação, um hino do hinário da Igreja era cantado explorando as atividades rítmicas da percussão corporal estudada na aula.

7.             DESENVOLVIMENTO DO PLANEJAMENTO

O desenvolvimento das aulas ocorreu exatamente conforme o planejamento. As atividades teorico-práticas foram realizadas simultaneamente, onde o professor explicava e demonstrava a execução do que era proposto na aula. E quanto às atividades o grupo correspondia, ora com dificuldades ora com facilidade. Neste sentido, minhas intervenções se concentrava nas dificuldades para solucionar, explicar e aprimorar o entendimento e compreensão do aluno sobre a proposta musical estudada.

8.             PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS

Acredito que tive uma boa participação dos alunos, percebi que o desafio  impulsionou o desenvolvimento das atividades, principalmente as atividades em grupo. Contudo, a participação foi significativa, estavam motivados. Alguns demonstraram muita dificuldade no início de apenas acompanhar o hino com as palmas, mas isso foi trabalhado, explicado e no final deste primeiro módulo de aulas conseguiram desenvolver bem todas as atividades propostas, a cada aula foram demonstrando aprimoramento e melhorando as habilidades musicais.

9.             AVALIAÇÃO

A Avaliação ocorreu com a compreensão das atividades, com a participação em grupo e claro com o entendimento e a percepção do som, tempo musical bem como a exploração do ritmo e das atividades de percussão corporal.


domingo, 12 de outubro de 2014

Aula de música : Atividades de respiração e aquecimento vocal


As práticas no estágio em música tem sugerido desafios, e motivação para os membros da igreja para continuar atuando no louvor e aprimorando seus conhecimentos e práticas. A cada aula os alunos estão apresentando evolução e ainda descobrindo "talentos". Neste sentido, As características motivadoras, estendidas com os nívels de dificuldades, fazem parte da proposta de Bzuneck (2010). Então demonstrar a relevância da aprendizagem não é suficiente para que os alunos se sintam motivados e por isso, as atividades são estimulantes e desafiadoras.
Apesar do grupo de louvor já vivenciar a música, percebi que precisei começar do 'zero", porque a assimilação, percepção musical e técnica vocal era restrito, já que a maioria nunca frequentou nenhuma aula de música. Então as atividades que estou ministrando são direcionadas as dificuldades e propõe uma metodologia desafiadora e estimuladora e não tão complexa ao ponto do aluno ficar ansioso ou mesmo desistir. Vejo que as estratégias estãos sendo cumpridas e satisfatórias, estou tendo bons resultados.
 Nesta semana, foi proposto vários exercícios para ensinar e auxiliar na respiração adequada para cantar. Além disso foi introduzidos exercícios de alongamentos dos músculos acessórios que auxiliam na condução da voz, além de exercícios para treinar a respiração e afinação. O desafio foi praticar o que foi treinado com as atividades de respiração na música escolhida pelo grupo da igreja "Eu navegarei", uma música lenta com frases longas e que se mostrou desafiadora para colocar a respiração adequada na canção. E por fim, depois de muito treino, foi possível aprimorar os conhecimentos musicais além do uso adequado da respiração nas canções.


                                          Grupo Presbiteriana Renovada, Porangatu, Go
                                    Grupo Presbiteriana Renovada, Porangatu, GO
Abç., 

Referências Bibliográficas:
Bzuneck, J.A. Como motivar os alunos. Sugestões práticas. Petrópolis: Editora vozes.

domingo, 5 de outubro de 2014

Reflexões sobre as práticas musicais executadas em um grupo de música

Durante as aulas ministradas no estágio supervisionado do curso de licenciatura em música, quero deixar minhas reflexões.

Minhas aulas estão sendo satisfatórias pois tenho acompanho as evoluções. Como venho trabalhando com percussão corporal com o objetivo de melhorar a questão ritmica do grupo de música da Igreja, percebi as dificudades e estamos focando nestes problemas.
Quando trabalhei separadamente mãos e pés, pude observar que alguns tinham dificuldades até para acompanhar as música batendo palmas, mais com as instruções, exercícios e jogos desenvolvidos nas aulas, eles foram aprimorando e conseguindo acompanhar os demais. Na verdade, faltava ouvir, perceber e praticar. A mesma dificuldade foi na movimentação do corpo e com os pés. Apresentaram bastante dificuldade, mais foram progredindo e explorando até conseguirem ter bons resultados e é isto que tenho avaliado, se as dificuldades estão sendo superadas, se as aulas estão realmente auxiliando no processo aprendizagem e se realmente tem contribuído para o ensino musical.
Bom, então nesta semana trabalhamos um pouco com os alongamentos vocais, bem como exercícios para aquecimento da voz. Foi explicado a importancia do mesmo para a saúde vocal, bem como prevenções de lesões nas cordas vocais e atentamos para os principios da respiração. Então foi muito treino, exercícios e depois praticamos em conjunto em uma canção executada muito na igreja a " Música, Faz chover com Fernandinho", postarei em breve essa performance!
Creio que as aulas estão sendo válidas para o grupo da igreja.
Como referencial para o ensino este projeto concentra no  Modelo (T)EC(L)A - Técnica, Execução, Composição, Literatura e Apreciação - de Swanwick, propõe uma aprendizagem musical baseada na vivência das suas três formas práticas - execução, apreciação e composição musical - complementadas pela experiência e desenvolvimento técnico e literário-musical. Esta vivência deverá abarcar a música existente e a criada pelos próprios alunos, ao contrário de estar centrada na aprendizagem de conceitos abstratos onde a música é utilizada para exemplificar a música do outro, e o que o professor está ensinando. Em outras palavras, o que se propõe é que o aluno esteja sempre se relacionando com música e não somente com o conhecimento sobre música. 
No mesmo sentido em que as atividades propõe os desafios, relativamente à estrutura da música, Swanwick (1999) pensa que é importante vencer o que é estranho, isto é, o educador deve familiarizar os alunos com as diferentes regras da estrutura da música, através de um interesse activo, explorando e observando como se transformam as ideias musicais, através dos diversos modos de se fazer repetição e contraste.

Referências Bibliográficas
Swanwick, K. (1999, Abril). Ensinar Música Musicalmente. Música como cultura: o espaço intermédio. Conferência apresentada no Seminário Estudo Comparativo de Metodologias de Educação Musical – Abordagens Temáticas. International Journal of Music Education, 4-11.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Percussão corporal explorando os pés ( Relato de experiência)

Dados da Aula
Objetivos
      1) Explorar o conceito de percussão corporal utilizando os pés (situações cotidianas e precedentes no repertório)
      2) Experimentar as várias possibilidades de produção sonora com os pés
      3) Criar uma peça musical utilizando os pés como "instrumento musical'
Estratégias e recursos da aula

         Introdução

         A coleção de aulas “MÚSICA - percussão corporal” visa a levar para a sala de aula um trabalho em que o corpo se transforma em instrumento musical. Utilizando diferentes tipos de palmas, estalos, pisadas, e batidas no tronco e na boca, é possivel conseguir uma variedade de sons percussivos que pode servir para fazer música. Ao envolver todo o corpo do executante nas peças criadas - mãos, pés, boca, tronco, etc - podemos alcançar resultados musicais variados e interessantes.
         Para aprofundarmos nossa pesquisa sonora e a capacidade técnica dos alunos, separaremos a percussão corporal em partes:  na última aula trabalhamos com as mãos, nesta os pés. No Brasil, o grupo Barbatuques se destaca pelo uso do corpo como instrumento musical
        Outra vantagem desse tipo de atividade é a sua fácil elaboração, mostrando-se um caminho possível para a educação musical, não necessitando de muitos recursos e materiais de apoio.
Além disso, auxilia a trabalhar o ritmo musical, explorando as velocidades, percepção, criação e composição.

 Atividade 1 - Apreciação 

      Iniciei conversando sobre a utilidade de nossos pés, que também são capazes de exercer funções e executar movimentos muito especiais e desempenham um papel muito importante na execução de instrumentos musicais - especialmente na bateria - ou na dança, por exemplo.  Também foi apresentado  exemplos de situações musicais em que os pés exerçam um papel importante. A seguir, segue os links que auxiliaram neste processo:

      Chocalho de pé http://www.youtube.com/watch?v=0zuQQHFNI4U     
      Este instrumento é uma adaptação de um pedal de bateria fazendo um som de chocalho.
      Catira http://www.youtube.com/watch?v=6MHJ3zU3HyY        
      Dança brasileira realizada tradicionalmente apenas por homens. Os pés são usados para fazer sons junto com os instrumentos convencionais.
      Tap dance http://www.youtube.com/watch?v=zBb9hTyLjfM  
      Estilo de dança tradicional norte-americana em que os pés são usados de diferentes maneiras para produzir sons.
      
      

Atividade 2 - Pesquisa de sons com os pés

      Foi explorado várias possibilidades de se fazer sons com os pés, batendo os pés inteiros no chão, batendo as pontas dos pés, arrastando-os, batendo os calcanhares etc. Logo, em roda os alunos escolheram uma canção dos hinos mais cantados na igreja que tem como refrão “Glória, Glória, aleluia”
e  com essa peça todos usaram os pés marcando a pulsação, mudando o timbre e ainda trabalhando a velocidade, começamos lento e fomos para o tempo rápido. Essa atividade, além de ser interativa, contribui para melhor compreensão sobre os sons explorados pelo corpo e ainda a questão rítmica.
Recursos Complementares
Sobre percussão corporal (Barbatuques) - http://www.youtube.com/watch?v=R_gxYPZgcrk  
Sobre o grupo Barbatuques - http://www.youtube.com/watch?v=i-EPUPpUJNo 
Índios xavantes dançando e utilizando os pés de forma percussiva ao serem arrastados no chão
Duas pessoas tocam uma peça barroca com os pés num grande teclado
Gene Kelly em Singing in the Rain (o sapateado é dança e acompanhamento musical)
Sapateado com animação
Dança flamenca
Avaliação
     Foi Considerado na avaliação:

  1. a qualidade, a variedade e a realização sonora do inventário de sons listados pelos alunos;
  2. a participação e a eficiência nas mudanças de timbre na atividade 2;
  3. a estruturação musical e organização do grupo na realização dos exercícios propostos. 

domingo, 21 de setembro de 2014

Projeto em Música: Relatos de experiência


Através de um projeto de ensino de música em uma grupo musical de um igreja do Norte Goiano, foi possível realizar a primeira aula, como havia descrito anteriormente no roteiro de projeto postado neste blog. Trago agora os relatos de experiência e o desenvolvimento da primeira aula ministrada.
O processo de ensino musical no grupo da igreja possuiu como objetivo neste primeiro encontro explorar o conceito de percussão corporal utilizando as palmas das mãos (situações cotidianas e precedentes no repertório); Experimentar as várias possibilidades de produção sonora com mãos e Criar uma peça musical com a sonoridade das mãos.
O planejamento do projeto constitui em uma coleção de aulas “MÚSICA - percussão corporal” visando a levar para o grupo um trabalho em que o corpo se transforma em instrumento musical. Utilizando diferentes tipos de palmas, estalos, pisadas, e batidas no tronco e na boca, é possivel conseguir uma variedade de sons percussivos que pode servir para fazer música. Ao envolver todo o corpo do executante nas peças musicais criadas - mãos, pés, boca, tronco, etc - podemos alcançar resultados musicais variados e interessantes. 
      Para aprofundarmos nossa pesquisa sonora e a capacidade técnica dos alunos, separaremos a percussão corporal em partes: mãos, boca, pés e tronco e nesta primeira aula, trabalhamos com as palmas.  No Brasil, o grupo Barbatuques se destaca pelo uso do corpo como instrumento musical . Outra vantagem desse tipo de atividade é a sua fácil elaboração, mostrando-se um caminho possível para a educação musical, não necessitando de muitos recursos e materiais de apoio.
Sobre as formas de transmissão do conhecimento consistiu em apresentar vídeos com percussão corporal do grupo Barbatuques para melhor compreensão das atividades.  O ensino partiu das formas de experimentação dos sons com a percussão corporal, logo depois uma roda de improviso e por fim a composição. 
                      Grupo da Igreja Presbiteriana Renovada em Porangatu, Goiás. Primeira aula do projeto de música.
Então Amigos, Segue abaixo a aula ministrada:
DADOS DA AULA
  • Objetivos

1. Explorar o conceito de percussão corporal utilizando as palmas das mãos (situações cotidianas e precedentes no repertório)
2. Experimentar as várias possibilidades de produção sonora com mãos
3. Criar uma peça musical com a sonoridade das mãos

  • Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno

O trabalho de percussão corporal pode ser feito sem conhecimentos formais prévios em Música.
  • Estratégias e recursos da aula

        Grupo Barbatuques

Atividade 1 - Música e Palmas

      Iniciei a aula perguntando aos alunos sobre os muitos instrumentos que o homem criou ao longo de sua História para compor e fazer Música. Conversei brevemente sobre os vários materiais de que são feitos os instrumentos musicais e as diferentes formas de produção do som: cordas, sopro, percussão, etc (ver Recursos Complementares).
      Então, foram feitas algumas perguntas: “e se não possuirmos nenhum instrumento musical, ainda assim é possível fazer Música? E a voz humana? É instrumento musical? E quando cantamos ‘Parabéns pra você’, quais instrumentos estão envolvidos?” Faça-os ver que o bater de palmas é parte integrante e importante da manifestação musical em questão. 
     

 Atividade 2 - Experimentação

      Convoquei os alunos a pesquisarem diferentes usos das mãos para fazer sons. Vários tipos de palmas surgirão: com as mãos em concha, com os dedos esticados, com as pontas dos dedos, etc. As mãos podem ser friccionadas, dedos estalados etc. Enfim, tudo o que a imaginação permitiu. Alguns minutos foram necessários para que fizesse  a pesquisa e peça para os alunos mostrarem as diversas maneiras que encontraram. Foi ainda discutido sobre: Quais as diferenças entre elas? Quais sonoridades com as mãos soam com mais intensidade? Quais são mais agudas?
      A seguir, sugeri alguns links como estímulo à pesquisa sonora:
      Papo Body Drummer 
      O autor deste vídeo cria usando apenas as suas mãos. Será que os alunos conseguem identificar quantos timbres diferentes foram usados? Sim, eles conseguiram!!!
      Coro 'Perpetuum Jazzile'  - Chuva 
      Nesta peça o coro, usando apenas o corpo, simula os sons de uma chuva com incrível fidelidade. A peça possui diferentes momentos: chuvisco, chuva forte e trovões. Como essas sonoridades foram alcançadas? Quais as diferenças entre os sons nos diferentes momentos? Teria o mesmo efeito caso fosse feita por apenas uma pessoa? Os alunos foram incentivados pelo professor a observar que a grande quantidade de pessoas realizando as palmas, torna a sonoridade mais próxima do efeito de chuva.
     
      Atividade 3 - Roda de Improviso

      Exercício de aquecimento e de improviso.
      1. Através de uma roda cada aluno  apresentou seu improviso com palmas. O ritmo foi livre mas cada aluno, em seu improviso, transformou um timbre de palma escolhido em outro diferente e, a seguir, foi passando para o colega. E neste sentido foi proposto que os alunos pesquisassem a passagem de uma sonoridade para outra e relatar em que momento um som de palma muda de categoria timbrística?
      2. O próximo colega a improvisar começou com o mesmo timbre em que o aluno anterior terminou. 

      Atividade 4 - Composição

      Então, a turma dividida em grupos de até quatro alunos e foi proposto que os alunos realizasse uma composição, usando as mãos como instrumento, um fragmento musical que construindo uma base percussiva para o grupo. 
Recursos Complementares
Sobre percussão corporal (Barbatuques) - http://www.youtube.com/watch?v=R_gxYPZgcrk
Sobre o grupo Barbatuques - http://www.youtube.com/watch?v=i-EPUPpUJNo
Sobre instrumentos musicais, veja a aula:
MÚSICA – Instrumentos musicais 1 – classificação teórica - http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=11743
Avaliação
Considere na avaliação:
1. a qualidade, a variedade e a realização sonora do inventário de sons listados pelos alunos;
2. a participação na roda de improviso e nas atividades de criação;
3. a estruturação musical e organização do grupo na realização do exercício de composição.

domingo, 14 de setembro de 2014

Roteiro de Projeto de Estágio


Vivências Musicais:


Segue um roteiro de projeto de estágio supervisionado para atuação em uma igreja no norte goiano. É ainda, um roteiro provisório que está em construção!


Então, amigos, segue o modelo:


ROTEIRO DE PROJETO



1. TEMA DO PROJETO: Desenvolvimento da expressão rítmica e trabalhando o canto


2. INTRODUÇÃO:
A Igreja Presbiteriana Renovada situada na cidade de Porangatu, Goiás, foi escolhida este semestre para o desenvolvimento do estágio Supervisionado em Música obrigatório pelo curso de licenciatura em música pela Universidade de Brasília. A igreja possui sua localização centralizada, de pequeno porte e com 80 membros, possui uma equipe de louvor contemplado adolescentes e adultos.
Através de uma observação no local de atuação foi constatado que a equipe possui como integrantes de louvor pessoas que se dispuseram a ajudar na obra e não possuem qualificação profissional, são membros que tiveram algumas instruções para o canto, e para instrumentos musicais, geralmente o repertório utilizado são os hinos da harpa cristã e alguns hinos de cantores do meio Gospel como grupo de Louvor Diante do Trono, Fernandinho, Aline Barros, dentre outros.
Com intuito de auxiliar no aprendizado musical para os integrantes desta equipe de louvor, será realizado um projeto contemplando atividades que proporcionem a expressão rítmica, através do estudo do ritmo, percussão corporal e ainda atividades específicas para auxiliar no desenvolvimento do canto aproveitando a Harpa Cristã e os hinos mais cantados durantes os cultos.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:
O fundamentação do projeto baseia-se no  modelo (T)EC(L)A de SWANWICK (2003), no qual o autor coloca que há cinco parâmetros de experiências musicais:  técnica, execução, composição, literatura e apreciação. Dessas cinco, apenas três referem-se a experiências musicais diretas - composição, execução e apreciação - e  as outras duas - técnica e literatura - apoiam as três primeiras, servindo de suporte a elas. Dessa forma, o (T)EC(L)A oferece um modelo para a educação musical, propondo uma estrutura para a geração de experiências musicais potenciais
(SWANWICK, 2003).
 A partir deste modelo teórico, foram elaborados os objetivos específicos para cada atividade musical (composição, apreciação e execução), sendo que os objetivos relativos a cada parâmetro da experiência musical exigem habilidades e conceitos de níveis equivalentes e relacionados entre si. 
Os objetivos de cada parâmetro da experiência musical estão relacionados com as dimensões de crítica musical (material, expressão e forma) propostas pelo mesmo autor (SWANWICK, 2003), que defende que os elementos materiais, expressivos e formais da música formam o conjunto de conhecimentos musicais específicos, sendo que qualquer música contém essas três dimensões.
Essas três vertentes (Comunicação e Expressão em Música; Apreciação Musical; Música como um Produto Cultural/Religioso) que serviram de base para a fundamentação deste projeto serão desenvolvidas na Igreja  através de diversas atividades como: canto; percussão corporal; prática de conjunto; construção de instrumentos musicais alternativos; exploração de diversos materiais sonoros do cotidiano; reflexão acerca da produção musical contemporânea através da apreciação de vídeos, CDs e concertos ao vivo, etc. Essa abordagem será mais bem aprofundada e fundamentada no tópico Metodologia.

4. OBJETIVOS:
Desenvolver a apreciação, composição, percussão corporal, e performance vocal.

4.1 GERAL
·               Desenvolver a capacidade de compreensão e expressão das diversas manifestações musicais através de uma vivência musical criativa envolvendo apreciação, composição, percussão corporal, e performance vocal.

4.2 ESPECÍFICO
·               Explorar de maneira criativa possibilidades sonoras do corpo através da percussão corporal e da voz;
·               Desenvolver técnicas para a prática e performance vocal
·               Desenvolver habilidades de atuar em grupo, tanto na composição como na execução corporal e vocal


5. REPERTÓRIO ou CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
O conteúdo programático contemplará uma seleção de vídeos do grupo Barbatuque, para melhor compreensão da percussão corporal e o hinário (Harpa Cristã) utilizado na igreja com músicas do próprio cotidiano da equipe para facilitar a compreensão das atividades vocais exigidas no projeto.


6. METODOLOGIA:
A proposta metodológica deste projeto é trabalhar com canto, percussão corporal, utilizando os sons produzidos pela boca, tronco, mãos e pés, ainda exercícios de voz e hinos compostos na Harpa Cristã.
É a partir dos sons corporais que  o aluno pode desenvolver  um conhecimento musical satisfatório e Segundo Paiva (2007), a relação entre corpo-movimento-som está presente nas atividades musicais dos seres humanos “desde os tempos mais remotos”, acompanhando os rituais religiosos, as danças, festejos populares.
Desse modo, a proposta metodológica neste trabalho é introduzir desde os primeiros passos com elementos como: experimentação, improvisação livre e estruturada, criatividade, composição, percepção auditiva através da apreciação musical, corporalidade, percussão corporal, performance em grupo e o canto.

Em resumo, a metodologia aplicada consistirá em:
• Aulas expositivas, discussões em grupo e atividades práticas envolvendo:
performance, improvisação, composição e apreciação musical;
• Prática musical envolvendo o canto;
• Exploração dos sons do corpo através da voz e da percussão corporal;

7. RECURSOS DIDÁTICOS:
·               Aparelho de reprodução Áudio e vídeos como Datashow, computador e caixa de som
·               Harpa cristã
·               Vídeos do grupo brasileiro Barbatuques
·               Instrumentos musicais como violão e teclado


8. RECURSOS MATERIAIS
·               Aparelho de reprodução audiovisual e caixa de som
·               Microfones
·               Teclado e violão
·               Letra das musicas contidas na harpa critã

9. AVALIAÇÃO
A avaliação, em suas múltiplas formas de realização, constituirá numa ferramenta utilizada no dia-a-dia, auxiliando do direcionamento de  nossa prática educativa. Alguns critérios serão utilizados para melhor avaliação como :
1.            Capacidade de Comunicação e Expressão em Música;
2.            Trabalho em equipe;
3.            Uso da Linguagem Musical;
4.            Compreensão e execução das atividades propostas


          10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SWANWICK, Keith. Ensinando música musicalmente. São Paulo: Moderna, 2003.

PAIVA, Rodrigo G. Oficina de Percussão Corporal: uma experiência significativa.
Encontro Regional da ABEMSUL X. Anais. ABEMSUL, Londrina, 2007.