domingo, 5 de outubro de 2014

Reflexões sobre as práticas musicais executadas em um grupo de música

Durante as aulas ministradas no estágio supervisionado do curso de licenciatura em música, quero deixar minhas reflexões.

Minhas aulas estão sendo satisfatórias pois tenho acompanho as evoluções. Como venho trabalhando com percussão corporal com o objetivo de melhorar a questão ritmica do grupo de música da Igreja, percebi as dificudades e estamos focando nestes problemas.
Quando trabalhei separadamente mãos e pés, pude observar que alguns tinham dificuldades até para acompanhar as música batendo palmas, mais com as instruções, exercícios e jogos desenvolvidos nas aulas, eles foram aprimorando e conseguindo acompanhar os demais. Na verdade, faltava ouvir, perceber e praticar. A mesma dificuldade foi na movimentação do corpo e com os pés. Apresentaram bastante dificuldade, mais foram progredindo e explorando até conseguirem ter bons resultados e é isto que tenho avaliado, se as dificuldades estão sendo superadas, se as aulas estão realmente auxiliando no processo aprendizagem e se realmente tem contribuído para o ensino musical.
Bom, então nesta semana trabalhamos um pouco com os alongamentos vocais, bem como exercícios para aquecimento da voz. Foi explicado a importancia do mesmo para a saúde vocal, bem como prevenções de lesões nas cordas vocais e atentamos para os principios da respiração. Então foi muito treino, exercícios e depois praticamos em conjunto em uma canção executada muito na igreja a " Música, Faz chover com Fernandinho", postarei em breve essa performance!
Creio que as aulas estão sendo válidas para o grupo da igreja.
Como referencial para o ensino este projeto concentra no  Modelo (T)EC(L)A - Técnica, Execução, Composição, Literatura e Apreciação - de Swanwick, propõe uma aprendizagem musical baseada na vivência das suas três formas práticas - execução, apreciação e composição musical - complementadas pela experiência e desenvolvimento técnico e literário-musical. Esta vivência deverá abarcar a música existente e a criada pelos próprios alunos, ao contrário de estar centrada na aprendizagem de conceitos abstratos onde a música é utilizada para exemplificar a música do outro, e o que o professor está ensinando. Em outras palavras, o que se propõe é que o aluno esteja sempre se relacionando com música e não somente com o conhecimento sobre música. 
No mesmo sentido em que as atividades propõe os desafios, relativamente à estrutura da música, Swanwick (1999) pensa que é importante vencer o que é estranho, isto é, o educador deve familiarizar os alunos com as diferentes regras da estrutura da música, através de um interesse activo, explorando e observando como se transformam as ideias musicais, através dos diversos modos de se fazer repetição e contraste.

Referências Bibliográficas
Swanwick, K. (1999, Abril). Ensinar Música Musicalmente. Música como cultura: o espaço intermédio. Conferência apresentada no Seminário Estudo Comparativo de Metodologias de Educação Musical – Abordagens Temáticas. International Journal of Music Education, 4-11.

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